Governo do Maranhão anuncia descontos em juros e multas de IPVA e ITCD

O governo do Maranhão anunciou um programa especial de regularização fiscal que concede descontos de até 100% em juros e multas de débitos de IPVA e ITCD. A medida tem como objetivo facilitar a quitação de pendências tributárias acumuladas por contribuintes, oferecendo condições diferenciadas de pagamento.

No caso do IPVA, os débitos referentes a exercícios anteriores podem ser pagos à vista com isenção total de multas e juros. Já quem optar pelo parcelamento também será beneficiado, mas os descontos variam conforme o número de parcelas, podendo chegar a 60%.

Situação semelhante vale para o ITCD, o imposto sobre transmissão causa mortis e doação. Nesse tributo, a quitação à vista garante abatimento integral de encargos, enquanto os parcelamentos seguem com reduções proporcionais.

A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) reforça que o prazo para adesão ao programa é limitado. Contribuintes interessados devem procurar os canais oficiais do órgão até o fim do período estipulado para garantir os benefícios.

Além do alívio imediato para o bolso dos maranhenses, o governo aposta que a iniciativa vai impulsionar a arrecadação estadual, equilibrando as contas públicas e permitindo novos investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.

A medida também representa uma oportunidade importante para quem enfrenta dificuldades financeiras e deseja regularizar a situação junto ao fisco, evitando restrições futuras e problemas com a emissão de documentos, como o licenciamento anual de veículos.

Com os descontos, o Estado busca reduzir a inadimplência e facilitar a vida dos contribuintes que desejam se manter em dia com suas obrigações tributárias.

João Batista Segundo leva demandas ao secretário Aparício Bandeira por mais infraestrutura e asfalto na Baixada Maranhense

O deputado estadual João Batista Segundo se reuniu nesta quinta-feira com o secretário de Infraestrutura do Maranhão, Aparício Bandeira, para apresentar demandas importantes dos municípios de Pinheiro e Palmeirândia. O foco do encontro foi buscar mais infraestrutura e melhorias no asfalto, ações que serão atendidas pelo Governo do Estado.

“Hoje estive na SINFRA tratando de importantes demandas para a nossa querida Baixada Maranhense, em especial para os municípios de Pinheiro e Palmeirândia. Seguimos dialogando e buscando soluções que tragam mais infraestrutura, qualidade de vida e desenvolvimento para a nossa região”, afirmou João Batista Segundo.

O deputado reforçou o compromisso de acompanhar de perto os projetos que beneficiem a população, enquanto o secretário Aparício Bandeira destacou a importância do diálogo constante com os representantes locais para atender às necessidades da região.

A reunião reforça a parceria entre o legislativo estadual e a SINFRA, garantindo ações concretas que promovam melhorias significativas em infraestrutura e mobilidade urbana e rural na Baixada Maranhense. Também participaram do encontro o prefeito de Palmeirândia, Edilson da Alvorada, e o ex-vereador de Pinheiro, Felipe de Chicão.

Prefeita de Arari repassa mais de 1 milhão a institutos recém-criados e levanta suspeitas de irregularidades

A gestão da prefeita de Arari, Simplesmente Maria, entrou no centro de uma nova polêmica após a divulgação de empenhos que revelam repasses milionários para duas entidades privadas de assistência social: o Instituto Perone e o Instituto Tecer. Os documentos oficiais mostram que cada um deles foi contemplado com dotações que ultrapassam R$ 800 mil, somando juntos mais de R$ 1,6 milhão destinados à assistência social do município.

Segundo os registros, já foram empenhados R$ 50 mil para cada instituto. No entanto, o que causa estranheza é que ambas as instituições foram criadas apenas no fim de 2024 e já figuram entre as principais beneficiárias de recursos públicos da cidade. O Instituto Perone, de responsabilidade de Liane Maria Machado Prazeres, e o Instituto Tecer, comandado por Fátima Lima, aparecem como entidades aptas a executar projetos sociais complexos, embora não apresentem histórico consolidado de atuação.

O Instituto Perone, por exemplo, descreve em seu cadastro a intenção de promover cultura, educação, solidariedade, palestras e pesquisas sociais, além de zelar pelo nome de seu patrono. Já o Instituto Tecer também se apresenta com objetivos voltados para assistência social, mas sem registros públicos de grandes projetos realizados até agora.

Para lideranças locais, a pressa em garantir repasses vultosos a organizações recém-criadas levanta sérias dúvidas sobre o real destino do dinheiro público. “Não existe justificativa plausível para que entidades sem histórico recebam cifras tão altas em tão pouco tempo. Isso cheira a uso político e favorecimento”, comentou um morador de Arari, pedindo anonimato.

A prefeita Simplesmente Maria ainda não se manifestou sobre os critérios de escolha dessas instituições nem apresentou detalhes sobre quais serviços serão efetivamente prestados à população com os mais de 1,6 milhão previstos. O silêncio da gestão aumenta a sensação de que recursos da assistência social podem estar sendo desviados de sua finalidade original, deixando descobertas justamente as famílias mais carentes do município.

Fátima Lima

Liane Praseres

Em tempos de crise econômica e de necessidades urgentes em saúde, infraestrutura e educação, a denúncia de que milhões estão sendo canalizados para entidades sem trajetória comprovada acende um alerta. O caso pede investigação urgente por parte do Ministério Público e dos órgãos de controle, para evitar que a assistência social de Arari seja transformada em ferramenta de favorecimento político ou em fonte de enriquecimento de poucos.

Tentamos contato com a Prefeita e com as demais pessoas citadas na matéria e até o momento desta postagem não tivemos resposta.

Contrato da gestão Cibelle Napoleão com empresa de Eduardo DP cresce de 14 milhões para 19 milhões em apenas um mês

A EDP Infraestrutura e Pavimentação, empresa controlada pelo empresário Eduardo José Barros Costa, mais conhecido como Eduardo DP, voltou a ganhar espaço no noticiário ao ser beneficiada com um aditivo milionário em Santo Antônio dos Lopes. O contrato, inicialmente firmado em 14,2 milhões de reais, saltou para 19,2 milhões em pouco mais de um mês, após decisão da gestão da prefeita Cibelle Napoleão.


A rapidez do processo chamou atenção. Em 21 de fevereiro deste ano, a Secretaria Municipal de Obras autorizou a adesão à ata de registro de preços da cidade de Codó. Três dias depois, em 24 de fevereiro, o acordo foi homologado. No dia seguinte, 25 de fevereiro, o contrato foi assinado e, em 10 de abril, já estava publicado o aditivo que elevou em 5 milhões o valor global. A justificativa apresentada pela prefeitura foi um erro no cálculo inicial do volume de material necessário para a produção e transporte do asfalto. Com isso, o custo da camada asfáltica praticamente quadruplicou, passando de 180,64 reais para 633,26 reais por tonelada.

O impacto desse reajuste é enorme para uma cidade de 14 mil habitantes. O orçamento total de Santo Antônio dos Lopes para 2025 é de 166,4 milhões de reais, dos quais 54,2 milhões foram destinados à Secretaria de Obras. O novo valor do contrato representa 35,4 por cento dessa verba e 11,5 por cento de todo o orçamento municipal. O montante também supera individualmente o orçamento de 14 das 16 secretarias do município, incluindo Educação, Saúde e Cultura.

Questionada desde o início de setembro sobre a legalidade da contratação por adesão à ata de Codó e sobre a execução do contrato, a prefeitura não respondeu. Não houve retorno sobre a existência de parecer técnico e jurídico, relatórios de fiscalização, boletins de medição ou registros fotográficos que comprovem o andamento dos serviços. No Portal da Transparência, também não há informações sobre valores empenhados, liquidados e pagos à empreiteira.

A empresa EDP Infraestrutura foi reativada em 2022 por Eduardo DP, após mais de uma década de inatividade. Antes, era registrada como Imperador Empreendimentos e Construções. Sediada em Amapá do Maranhão, a companhia é uma das poucas vinculadas ao CPF considerado verdadeiro do empresário, que chegou a usar documentos diferentes em contratos públicos e operações bancárias, segundo investigações policiais.

Eduardo DP já foi alvo do Gaeco e da Polícia Federal em operações que investigaram fraudes em licitações, corrupção, desvio de recursos públicos, uso de documentos falsos, agiotagem, lavagem de dinheiro e até envolvimento com organizações criminosas. Preso seis vezes, nunca teve condenação definitiva transitada em julgado. Hoje, mantém contratos ativos que ultrapassam meio bilhão de reais em diferentes estados, incluindo Maranhão, Tocantins, Rondônia, Goiás e São Paulo.

Além de ampliar os negócios, o empresário passou a investir em influência política. Em 2024, lançou a pré candidatura da esposa, Larissa, conhecida como Larissa DP, à Câmara dos Deputados pelo MDB. Em Santo Antônio dos Lopes, ele foi homenageado poucos meses após o aditivo milionário. Recebeu, junto com a esposa, o título de cidadão santoantoniense concedido pela Câmara Municipal. A honraria foi entregue pela própria prefeita Cibelle Napoleão e pelo primeiro cavalheiro do município, Maurício Araújo.

Eduardo DP também intensificou ações sociais e eventos em municípios onde possui contratos, como sorteio de eletrodomésticos, distribuição de cestas básicas e peixes, patrocínio de festas, vaquejadas e feiras agropecuárias. Essa estratégia vem sendo adotada principalmente em Codó, onde segundo políticos locais ele planeja construir base eleitoral para disputar a prefeitura em 2028.

Mesmo negando ser sócio formal da Construservice, empresa apontada como ligada a ele em diversas investigações, Eduardo DP já foi citado em ações judiciais e delatado por sócios como verdadeiro controlador da empreiteira. Ele mesmo admitiu a ligação com Rodrigo Casanova, engenheiro que figura como sócio no papel, mas garantiu que não há ilegalidade. O outro sócio, Adilton da Silva Costa, trabalhou por décadas como motorista da família.

A soma de contratos milionários, a proximidade com gestões municipais e os planos políticos indicam que Eduardo DP não apenas mantém espaço no cenário empresarial, como busca consolidar presença eleitoral. Em Santo Antônio dos Lopes, o silêncio da prefeitura diante dos questionamentos e a rapidez no aditivo levantam suspeitas sobre os reais interesses por trás da negociação.

Três deputados maranhenses dizem não à PEC da Blindagem

A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana a chamada PEC da Blindagem, proposta que altera as regras sobre investigações e processos contra parlamentares. Enquanto a maioria da bancada maranhense apoiou a medida, apenas três deputados federais do estado se posicionaram contra: Duarte Júnior, Márcio Jerry e Rubens Júnior.

A votação evidenciou a divisão de posturas entre os representantes do Maranhão em Brasília. Para os críticos, a proposta cria mecanismos que dificultam a responsabilização de políticos, podendo representar um retrocesso no combate à corrupção e no princípio da igualdade perante a lei. Já os defensores alegam que a PEC visa dar mais equilíbrio entre os poderes, evitando abusos e garantindo maior estabilidade institucional.

Dos 18 deputados maranhenses, 15 seguiram a maioria que votou a favor. Apenas Duarte Júnior, Márcio Jerry e Rubens Júnior mantiveram posição contrária, alegando que quem não deve não teme e que o país precisa avançar em transparência, e não criar obstáculos às investigações.

A aprovação da PEC ocorre em um momento de forte pressão popular por mais rigor com agentes públicos. No Maranhão, o resultado da votação gerou debate nas redes sociais e entre lideranças políticas, especialmente pelo contraste entre os que defenderam a proposta e os poucos que se levantaram contra ela.

Com a decisão, a bancada maranhense se alinha majoritariamente ao movimento nacional pela blindagem parlamentar, mas a posição firme de três nomes deixou claro que ainda há vozes no estado que rejeitam qualquer tipo de privilégio político.

Operação da Polícia Federal prende dirigentes da ANM e do SGB em esquema bilionário de mineração

A Polícia Federal deflagrou nesta semana a Operação Rejeito que desarticulou um amplo esquema de corrupção e fraudes envolvendo órgãos estratégicos da mineração no Brasil. Ao todo foram cumpridos 22 mandados de prisão e 79 de busca e apreensão em diferentes estados.

Entre os alvos está Caio Mário Trivellato Seabra Filho diretor da Agência Nacional de Mineração e Rodrigo de Melo Teixeira diretor de Administração e Finanças do Serviço Geológico do Brasil. O SGB é comandado por Inácio Cavalcante Melo Neto marido da senadora maranhense Eliziane Gama responsável pela indicação dele ao cargo. Rodrigo Teixeira é descrito como braço direito de Inácio e teria atuado diretamente para beneficiar empresários ligados ao setor de mineração.

As investigações também apontam o empresário Alan Cavalcante do Nascimento como líder do grupo criminoso. Ele é acusado de comandar um esquema de extração irregular de minério de ferro com atuação inclusive em áreas protegidas e tombadas como a Serra do Curral em Belo Horizonte. O grupo teria ainda fraudado licenças ambientais e subornado servidores públicos para obter vantagens indevidas.

De acordo com a Polícia Federal a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente 1 bilhão e 500 milhões de reais em bens dos investigados. Além disso foram identificados projetos de mineração ligados ao grupo com potencial econômico de 18 bilhões de reais. Servidores públicos suspeitos de envolvimento foram afastados de suas funções por decisão judicial.

Rodrigo de Melo Teixeira que já foi delegado da Polícia Federal e ocupou a superintendência do órgão em Minas Gerais tornou se peça chave na investigação por sua ligação direta com Inácio Cavalcante Melo Neto. A prisão dele coloca sob pressão a cúpula do Serviço Geológico do Brasil e amplia os reflexos políticos do caso uma vez que o presidente do SGB é casado com a senadora Eliziane Gama.

Flávio Dino relator do escândalo dos respiradores do Nordeste: ironia ou tragédia política?

O Brasil assiste a um dos episódios mais controversos da história recente. O inquérito que apura a compra frustrada de respiradores pelo Consórcio Nordeste, com quase 50 milhões pagos por equipamentos que jamais chegaram, voltou a tramitar no Supremo Tribunal Federal. E o que chama a atenção é o nome que aparece como relator do caso: ninguém menos que o ministro Flávio Dino.

À época da polêmica aquisição, Dino era governador do Maranhão e o estado participou das negociações por meio do Consórcio. Hoje, ironicamente, é ele quem conduz a análise do inquérito. Para a opinião pública, trata se de uma situação no mínimo inusitada, que levanta dúvidas e críticas sobre imparcialidade. Não há documentos oficiais apontando Dino como investigado, mas o fato de ter sido um dos gestores que integraram o consórcio já bastou para incendiar as redes sociais.

O caso, batizado de “respiradores fantasmas”, envolve denúncias de pagamentos antecipados, contratos suspeitos e empresas sem histórico no setor. Os equipamentos nunca chegaram aos hospitais nordestinos, enquanto os cofres públicos ficaram mais leves em dezenas de milhões. Agora, com Dino à frente da relatoria, críticos afirmam que o Brasil presencia um verdadeiro espetáculo de ironia institucional.

Nas redes, multiplicam se as comparações: seria como colocar o goleiro para apitar o próprio pênalti. A discussão não é apenas sobre legalidade, mas sobre moralidade. Muitos questionam se é saudável para a democracia que alguém diretamente ligado ao contexto político da época conduza os rumos da investigação mais rumorosa da pandemia.

Enquanto o STF decide os próximos passos, a indignação popular cresce. O escândalo dos respiradores do Nordeste, que já tinha todos os elementos de uma novela de corrupção, ganha agora um novo capítulo ainda mais explosivo: Flávio Dino no centro da cena, não como alvo, mas como árbitro de uma história que não será esquecida tão cedo.

CPMI do INSS aprova pedido para envio de relatório do Coaf sobre deputado Edson Araújo

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (11), o requerimento apresentado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) solicitando ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) o envio de relatórios de inteligência financeira referentes ao deputado estadual do Maranhão, Edson Araújo (PSB). O período solicitado vai de 2020 a 2025, época em que o parlamentar presidiu a Federação das Colônias de Pescadores do Estado do Maranhão (Fecompema).

O pedido em relação a Edson Araújo está entre os 472 requerimentos de quebra de sigilo e envio de informações aprovados pela comissão. Além desse, ainda há um segundo requerimento contra o parlamentar, que trata de quebra de sigilo fiscal e financeiro, mas que não foi votado nesta sessão.

O deputado também é alvo de três pedidos de convocação na CPMI, apresentados pelos deputados Alencar Santana (PT-SP), Rogério Correia (PT-MG) e pelo senador Izalci Lucas. Esses requerimentos ainda aguardam deliberação.

Em maio deste ano, veio a público um relatório da Polícia Federal que citou Edson Araújo no âmbito das investigações sobre fraudes bilionárias contra aposentados. O documento aponta que o parlamentar teria recebido valores da Federação das Colônias de Pescadores do Maranhão, entidade que, segundo a PF, aparece ligada a transferências provenientes da Confederação Brasileira dos Trabalhadores de Pesca e Aquicultura (CBPA).

O relatório indica movimentações consideradas expressivas e supostamente incompatíveis com a capacidade econômica declarada do deputado. Entre os indícios levantados pelos investigadores estão suspeitas de ocultação patrimonial e possível sonegação fiscal.

É importante destacar que todas as apurações ainda estão em andamento e que caberá à CPMI, ao Coaf e às autoridades competentes aprofundar as investigações, garantindo o direito de defesa e o contraditório.

Maranhão sobe 21 posições e assume 2º lugar no ranking de solidez fiscal do Brasil em 2025

O Maranhão alcançou um feito histórico no Ranking de Solidez Fiscal dos Estados Brasileiros em 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O estado subiu 21 posições em relação a 2022 e agora ocupa a 2ª colocação, atrás apenas do Espírito Santo, líder nacional em gestão fiscal.

A solidez fiscal é considerada um dos pilares fundamentais para a competitividade e o desenvolvimento de longo prazo dos estados. O levantamento leva em conta nove indicadores, entre eles resultado primário, solvência, liquidez, gastos com pessoal, taxa de investimentos, planejamento orçamentário, regra de ouro, poupança corrente e dependência fiscal.

De acordo com os dados, o Espírito Santo mantém a liderança pelo sexto ano consecutivo, consolidando-se como referência em equilíbrio financeiro. Já o Maranhão foi o destaque positivo da edição, registrando a maior evolução entre todos os estados brasileiros.

Por outro lado, Alagoas apresentou a maior queda, despencando do 3º para o 17º lugar, um recuo de 14 posições que evidencia dificuldades na sustentabilidade fiscal. O Rio de Janeiro permaneceu estável na 24ª colocação, sinalizando desafios para avançar em sua gestão.

Em uma análise de uma década, é possível observar mudanças significativas: há dez anos, o Amazonas ocupava o 1º lugar, mas hoje aparece na 8ª posição. Já o Rio Grande do Sul, que atualmente ocupa a 27ª e última colocação, chegou a estar em 25º lugar em anos anteriores.

Segundo especialistas, manter o equilíbrio entre receitas e despesas é essencial para garantir investimentos, serviços públicos de qualidade e a confiança de investidores e contribuintes. Estados com fragilidade fiscal tendem a acumular dívidas, o que reduz sua capacidade de atrair novos recursos e compromete a credibilidade de suas gestões.

O resultado de 2025 reforça a importância da disciplina fiscal como ferramenta estratégica para o desenvolvimento regional. O desempenho do Maranhão mostra avanços significativos, enquanto outros estados ainda enfrentam grandes desafios para equilibrar suas contas públicas.

Com contas reprovadas, Cid Costa pode ficar inelegível e ver seu futuro político ruir

 

Na tarde desta quinta-feira (11), a Câmara Municipal de Buriti Bravo deu mais um passo que pode selar o destino político do ex-prefeito Cid Costa. A Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação apresentou parecer pela desaprovação das contas do ex-gestor referentes aos exercícios de 2015 e 2020, acendendo o alerta para sua possível inelegibilidade.
Enquanto isso, as contas da prefeita Luciana Leocádio receberam parecer favorável, contrastando com a enxurrada de irregularidades apontadas nas gestões anteriores.

Por que o parecer recomendou desaprovação das contas de Cid Costa?

Exercício 2020 – Processo nº 3406/2021 (TCE-MA)
Déficit orçamentário: despesas empenhadas (R$ 57,7 milhões) superaram receitas (R$ 57,2 milhões).

Irregularidade na folha de pagamento: aumento de gastos com pessoal nos últimos 180 dias de mandato, proibido pela LRF.

Baixa arrecadação tributária: falha na cobrança de impostos municipais, fragilizando as finanças do município.

Falta de comprovação de superávit: defesa não apresentou documentos que sustentassem alegações.

Parecer do TCE: aprovação com ressalvas.

Parecer da Câmara: diante da gravidade, recomendada desaprovação.

Exercício 2015 – Processo nº 4206/2016 (TCE-MA)
Falta de transparência: descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei de Acesso à Informação.

Manipulação suspeita: inconsistências na folha, com registros abaixo da realidade.

Estouro no limite de pessoal: gasto de 54,97% da Receita Corrente Líquida (limite máximo é 54%).

Caixa negativo: -R$ 6,1 milhões ao final do exercício.

Restos a pagar: mais de R$ 1,3 milhão sem cobertura financeira.

Parecer do TCE: aprovação com ressalvas.

Parecer da Câmara: recomenda desaprovação por comprometer a lisura das contas.

A causa da possível inelegibilidade
Se as contas forem rejeitadas pelo plenário, Cid Costa poderá se tornar inelegível, ficando impedido de disputar cargos eletivos, inclusive sua sonhada pré-candidatura a deputado estadual em 2026.

Os próximos passos
Cid Costa tem 15 dias úteis para apresentar defesa.

Após o prazo, a Câmara votará a reprovação ou não das contas.

Caso a maioria confirme o parecer da comissão, o ex-gestor ficará marcado como ficha suja.

A votação de 8 a 2
Na sessão desta quinta, a Câmara votou pela acolhida do parecer da comissão com 8 votos a favor e 2 contra, revelando uma tendência clara de que a base aliada à prefeita Luciana deve consolidar a derrota de Cid.

Luciana aprovada
As contas da prefeita Luciana Leocádio referentes aos exercícios analisados receberam parecer favorável, reforçando a imagem de gestão responsável em contraste com os problemas herdados.