Gastos com diárias na gestão marreca em itapecuru mirim levantam dúvidas sobre prioridade administrativa

Levantamento oficial aponta quase 400 mil reais em diárias para viagens “a serviço” enquanto a população enfrenta falhas graves em serviços públicos

A gestão do prefeito Fillipe Marreca, em Itapecuru Mirim (MA), tem chamado atenção pelo alto volume de gastos com diárias pagas a servidores e ao próprio gestor. Dados oficiais do Portal da Transparência do município mostram que apenas em 2025 as despesas com deslocamentos “a trabalho” já se aproximam de R$ 400 mil, a maioria com destino à capital São Luís.

Uma análise feita com base nos registros públicos indica que há diárias sucessivas concedidas em curtos intervalos de tempo, além de beneficiários recorrentes, o que levanta suspeitas sobre a real necessidade dessas viagens e sobre o retorno que trazem à população. Em muitos casos, não há relatórios públicos detalhando os objetivos, compromissos cumpridos ou resultados obtidos após os deslocamentos oficiais.

De acordo com reportagem do site Maranhão de Verdade, os pagamentos somaram mais de R$ 266 mil apenas nos seis primeiros meses de 2025, revelando um padrão de despesas elevado e contínuo, mesmo em períodos de crise financeira e contenção de gastos.

A situação se agrava diante da precariedade de serviços básicos no município. Populares relatam falta de medicamentos, estradas em más condições e escolas necessitando de reparos urgentes, o que evidencia o contraste entre as prioridades da gestão e as necessidades reais da população.

Outro ponto de atenção é a transparência dos dados. Embora o município disponibilize informações no portal oficial, a ausência de justificativas completas e relatórios comprobatórios contraria o princípio da publicidade dos atos administrativos, previsto na Constituição. Em auditoria recente, o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) reforçou a importância de os municípios garantirem informações claras e acessíveis sobre o uso de recursos públicos.

Diante dos números expressivos, cresce o clamor por fiscalização rigorosa dos órgãos de controle e da própria sociedade civil. É direito do cidadão saber como e por que o dinheiro público está sendo gasto. Em tempos de restrição orçamentária e demandas urgentes, os gastos com diárias em Itapecuru Mirim levantam uma pergunta inevitável: as viagens são de fato necessárias ou representam mais uma face do desperdício de recursos públicos?

Fontes:

📎 Portal da Transparência – Itapecuru Mirim (MA)

📎 Maranhão de Verdade – Farra das Diárias em Itapecuru Mirim ultrapassa R$ 266 mil em menos de seis meses

📎 Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA)

Buriti Bravo: Jonnídio Bezerra tira a máscara e revela seu perfil de traidor mais uma vez

 

Mais uma vez, o vereador Jonnídio Bezerra conseguiu transformar uma sessão solene em um verdadeiro espetáculo de vergonha política. Durante a votação das contas do ex-prefeito Cid Costa, na tarde desta quinta-feira (29), o parlamentar voltou a exibir seu comportamento errático e sem compromisso com a coerência ou com a verdade.


O que mais causa indignação é que o próprio Jonnídio fazia parte da Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação que analisou as contas de 2015 e assinou o parecer pela desaprovação, apontando graves irregularidades na gestão do ex-prefeito. No entanto, na hora da votação em plenário, o vereador agiu de forma totalmente incoerente e votou contra o parecer que ele mesmo ajudou a construir e assinou,  uma contradição que escancara a falta de caráter e de firmeza política de Jonnídio Bezerra.

Depois de ter voltado à base da prefeita Luciana Leocádio e, até então, se mostrado alinhado ao grupo, Jonnídio surpreendeu a todos ao mudar repentinamente de posição. O vai e vem do vereador já conhecido como “sanfona de grupo”  causou revolta entre os presentes, que reagiram com gritos de “traidor!” diante da cena lamentável.

Essa não é a primeira vez que o vereador se envolve em episódios polêmicos. Em 2022, ele foi um dos articuladores de uma das eleições de Câmara mais vergonhosas da história de Buriti Bravo, marcada por ameaças, confinamento de parlamentares e até presença de capangas armados. O episódio terminou em confusão e delegacia, manchando a imagem do Legislativo e virando símbolo de desrespeito às instituições.

Além disso, Jonnídio acumula denúncias de rachadinha e irregularidades durante sua gestão à frente da Câmara, respondendo a processos penais e civis.

Com essa nova reviravolta, o vereador confirma o que muitos já sabiam: não tem lado, nem palavra, apenas interesses próprios. Sua postura instável e traiçoeira o coloca, mais uma vez, como um dos maiores símbolos da velha política que Buriti Bravo tenta deixar para trás.

STF confirma Iracema Vale na presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão

O Supremo Tribunal Federal confirmou a eleição da deputada Iracema Vale (PSB) para a presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão no biênio 2025-2027, após rejeitar pedido que tentava suspender sua posse. A decisão foi proferida pelo ministro Luís Roberto Barroso, que negou liminar apresentada por adversários políticos, sob a alegação de que não havia qualquer irregularidade grave ou urgência que justificasse a intervenção da Corte.

Iracema, que já comanda a ALEMA, foi reeleita em 13 de novembro de 2024 com ampla maioria dos votos, consolidando sua força política e apoio dentro do Legislativo estadual. O recurso apresentado contra sua recondução questionava critérios de desempate e trâmites internos do processo, mas o STF entendeu que a eleição respeitou o regimento da Casa e a autonomia do parlamento estadual.

Com a decisão, a parlamentar segue fortalecida à frente do comando da Assembleia, onde vem mantendo diálogo aberto com diferentes blocos e alinhamento institucional com o governo estadual. A posse oficial da nova Mesa Diretora está prevista para o início de fevereiro de 2025, e marca a continuidade de uma gestão que prioriza a estabilidade política e o fortalecimento da imagem do Legislativo maranhense.

Câmara de São Luís com caixa cheio e investigação travada: o povo quer respostas

Mesmo com repasses milionários e suspeitas de irregularidades, a Câmara Municipal segue sem apresentar transparência efetiva sobre o uso dos recursos.

A Câmara Municipal de São Luís recebeu, segundo dados divulgados pelo Observatório da Blogosfera, cerca de R$ 148 milhões entre janeiro e outubro de 2025, valor repassado pela Prefeitura referente ao duodécimo da Casa. Caso esse número se confirme, o Legislativo da capital maranhense figura entre os mais bem financiados do estado, mas sem a mesma proporção de clareza sobre o destino dos recursos.

Os valores levantam questionamentos em um momento em que o presidente da Câmara, vereador Paulo Victor (PSB), figura no centro de uma investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). As apurações tratam de suspeitas de desvio de verbas públicas, lavagem de dinheiro e organização criminosa, e chegaram a motivar buscas, apreensões e bloqueios de bens determinados pela Vara Especial de Crimes Organizados.

Entretanto, o processo foi suspenso por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que não analisou o mérito do recurso do Ministério Público por questões processuais. O resultado é que o caso permanece “trancado”, sem avanço nas investigações e sem esclarecimento pleno à sociedade.

Falta de transparência e silêncio institucional

Enquanto os repasses mensais seguem sendo efetuados, a Câmara ainda não disponibilizou um relatório consolidado e detalhado dos gastos de 2025 em seu portal de transparência. Os dados públicos, que deveriam demonstrar claramente o uso dos recursos, continuam incompletos ou de difícil acesso.

O contraste é visível: enquanto os cofres do Legislativo recebem montantes milionários, a população enfrenta serviços públicos sucateados, obras paralisadas e carência de infraestrutura. Isso reforça a necessidade de uma postura mais responsável da Mesa Diretora e de uma comunicação clara com a sociedade.

A Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) determina que órgãos públicos divulguem espontaneamente dados financeiros e orçamentários, o que inclui repasses, contratos e folha de pagamento. Sem isso, qualquer discurso de eficiência perde credibilidade.

Cidadão paga, Câmara responde

A situação desperta um sentimento legítimo de desconfiança. Se os números citados pela imprensa correspondem à realidade, é obrigação institucional da Câmara demonstrar, com relatórios públicos, onde e como os recursos foram aplicados.

Esta reportagem solicita, de forma oficial, que a Câmara Municipal e a Prefeitura de São Luís tornem públicos os repasses mensais realizados entre janeiro e outubro de 2025, bem como as respectivas prestações de contas.

Em nome do equilíbrio jornalístico, o espaço está aberto para manifestação da presidência da Câmara e da defesa do vereador Paulo Victor. Até o momento da publicação, nenhum esclarecimento detalhado foi apresentado.

Conclusão

A soma de recursos elevados, processos suspensos e silêncio institucional gera uma percepção de impunidade e falta de transparência. A população de São Luís, que sustenta o Poder Legislativo com seus impostos, tem o direito de saber para onde vai cada centavo.

Prefeitura de Araguanã sob investigação por nepotismo e irregularidades em licitações

A gestão do prefeito Flávio Ronne Amorim Muniz, de Araguanã (MA), enfrenta investigações em duas frentes que apontam possíveis irregularidades administrativas e atos de nepotismo, segundo documentos oficiais do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE‑MA).

Nepotismo na gestão

O MPMA instaurou inquérito civil (protocolo nº 000019‑265/2025) para apurar a nomeação de parentes do prefeito em cargos estratégicos do município. Entre os casos investigados estão:

  • Valter Amorim, tio do prefeito, nomeado procurador‑geral;
  • Mateus Jordão, cunhado do prefeito, nomeado controlador‑geral.

O órgão investiga se essas nomeações ocorreram sem critérios técnicos, configurando possível violação aos princípios da impessoalidade, moralidade e legalidade. Leia o PDF oficial do MPMA


Irregularidades em licitações

A Prefeitura de Araguanã também foi alvo de representação no TCE‑MA sobre o Pregão Eletrônico nº 004/2024, em que um licitante apontou supostos vícios na condução do processo.

O tribunal notificou cautelarmente os responsáveis, incluindo o prefeito, o secretário de Administração, o pregoeiro e o agente de contratação. (Confira o PDF da representação)

Prestação de contas e fiscalização

O TCE‑MA mantém sob análise a prestação de contas de 2022, com acompanhamento do Ministério Público de Contas (MPC). O parecer preliminar indicou necessidade de ajustes em áreas como saúde, educação e infraestrutura, reforçando a importância da fiscalização sobre recursos públicos. (PDF da prestação de contas)

Impacto e importância

Os casos reacendem o debate sobre transparência e responsabilidade na gestão pública, principalmente em municípios do interior, onde a fiscalização é mais limitada. Atos de nepotismo podem comprometer a moralidade administrativa e favorecer familiares em detrimento de profissionais qualificados.

Até o momento, a administração municipal não se pronunciou oficialmente sobre os inquéritos e representações. A expectativa é que MPMA e TCE‑MA concluam suas análises e, se necessário, determinem medidas corretivas ou sanções.

Enquanto isso, a população acompanha o caso de perto, reforçando a necessidade de uma gestão ética, transparente e comprometida com o uso correto dos recursos públicos, que impactam diretamente na vida dos cidadãos.

Hilton Gonçalo amplia alianças e já soma apoio de 57 ex-prefeitos em sua pré-candidatura ao Senado

O pré-candidato ao Senado Dr. Hilton Gonçalo segue ampliando seu projeto político rumo às eleições de 2026. De acordo com informações recentes, 57 ex-prefeitos de diferentes regiões do Maranhão já declararam apoio à sua pré-candidatura, demonstrando o fortalecimento de um movimento que cresce de forma constante em todo o estado.

As adesões reforçam a capilaridade e o alcance político de Hilton Gonçalo, que vem se destacando pela sua trajetória administrativa e pela habilidade em dialogar com lideranças municipais. Reconhecido pela gestão eficiente à frente da Prefeitura de Santa Rita, ele tem sido apontado como um dos nomes mais preparados para representar o Maranhão no Senado Federal.

“Rumo ao Senado… vamos em frente”, declarou Hilton Gonçalo ao celebrar os novos apoios, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento do Maranhão e com uma atuação voltada para o fortalecimento dos municípios e das regiões.

Nos bastidores, aliados afirmam que o número de lideranças que devem se unir ao grupo tende a aumentar nos próximos meses. Com isso, o nome de Hilton Gonçalo ganha cada vez mais força no cenário político estadual, consolidando-se como um dos principais postulantes à vaga no Senado em 2026.

Educação em Bom Jardim segue precária apesar de milhões do Fundeb e histórico de corrupção

O Fantástico revelou a grave situação da educação pública em Bom Jardim, no interior do Maranhão. Nos últimos 13 anos, o município recebeu mais de R$ 650 milhões do Fundeb, principal fundo de financiamento da educação, mas mantém escolas improvisadas em igrejas, casas de moradores e até ao lado de fornos de farinha.

O problema se soma ao histórico de corrupção da cidade: dos últimos cinco prefeitos, quatro foram condenados por desvios ou improbidade administrativa.

O retrato do descaso é visível na rotina de Eudinete e seus seis filhos, que caminham por uma estrada de terra até uma pequena igreja usada como sala de aula improvisada. O prédio original da escola foi interditado por risco de desabamento. Eudinete, que trabalha no local como zeladora, merendeira e vigilante, sonha com o básico para os filhos: um banheiro.

A equipe de reportagem visitou onze povoados e encontrou sinais de abandono por toda parte. Na escola improvisada na igreja, o estudante Jean, de 7 anos, comentou: “Aqui nem é de verdade. Parece que aqui é só uma igreja.” Em outro povoado, Dona Elivânia oferece a própria casa para que crianças estudem há mais de 10 anos. Questionada sobre o que falta, resumiu: “O que falta é a escola mesmo ser construída.”

Banheiros são raros. Em um local, há apenas um cercado de palha, em outro, uma estrutura inacabada. “A gente tem que ir pra dentro do mato porque tem um banheiro que nem vaso não tem”, conta um estudante. Em outra escola, o professor Antônio explica que a água usada pelos alunos vem de um poço cheio de insetos.

Professores se desdobram para atender turmas com crianças de idades diferentes. Uma professora disse: “O rebolado é grande. Eu tento me multiplicar o máximo que posso”, admitindo que a defasagem é significativa.

Enquanto isso, prédios de alvenaria que poderiam ser escolas estão abandonados. Um deles foi fechado há 10 anos para reforma que nunca aconteceu e hoje está deteriorado.

As condições precárias coincidem com o histórico político da cidade. Em 2015, Lidiane Leite ficou conhecida como a Prefeita Ostentação por exibir luxo nas redes sociais. Ela foi presa acusada de desviar cerca de R$ 15 milhões destinados à educação e acumula 10 condenações que somam quase 40 anos de prisão. Entre 2013 e 2020, Bom Jardim teve quatro prefeitos condenados. Após Lidiane, assumiu a vice Malrinete Gralhada, condenada a 15 anos por desvio de verbas. Manoel da Conceição Pereira Filho, o Sinego, governou por 70 dias e desviou R$ 600 mil. Francisco Alves Araújo foi afastado três vezes por corrupção e improbidade.

O promotor Fábio Oliveira, responsável pelas investigações, aponta uma cultura de corrupção: “Eles já ficavam esperando a vez deles entrarem para se corromper e sugar o dinheiro que tinha em Bom Jardim.” Lidiane e Malrinete foram condenadas criminalmente, mas recorrem em liberdade. Francisco e Manoel tiveram condenações na esfera civil.

Apesar dos R$ 650 milhões recebidos, pouco mudou. A atual prefeita Christianne Varão, ex-professora e reeleita, também é investigada pela Polícia Federal e Ministério Público por desvio de verbas e corrupção. Ela afirma: “Bom Jardim é uma cidade extensa e não tem como resolver todos os problemas das escolas em quatro anos”, mas promete construir novas unidades.

Para o promotor Fábio Oliveira, a corrupção na educação destrói sonhos. As crianças de Bom Jardim têm pedidos simples: carteiras novas, mesas boas, piso adequado, banheiro de qualidade e água potável. Jean, de 7 anos, completa: “Com internet, com aula de brincar, com parede de cimento, com telha.”

Em nota, a defesa de Lidiane Leite disse que a maioria dos processos foi arquivada, que existem recursos em andamento e que não há penas a cumprir. A defesa de Manoel da Conceição Pereira Filho negou desvio de vantagens, alegando pressão política. A defesa de Francisco Alves Araújo afirmou que os processos fazem parte de disputas políticas e que ele responde com serenidade às ações judiciais.

Oposição volta a mirar Daniel Brandão e usa julgamento do STF sobre nepotismo como argumento

O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre nepotismo no serviço público pode ter reflexos no Maranhão e reacendeu o interesse da oposição em tentar afastar o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Daniel Brandão. O partido Solidariedade, que já havia questionado a presença de parentes do governador Carlos Brandão na estrutura pública, voltou a se movimentar e tenta usar a decisão do STF como nova base para o ataque político.

A tese que vem sendo discutida no Supremo permite a presença de parentes do chefe do Executivo apenas em cargos de primeiro escalão, como ministros, secretários estaduais ou municipais. No entanto, vagas em tribunais de contas e cadeiras do quinto constitucional não poderiam ser ocupadas por familiares até o terceiro grau.

A oposição tenta aproveitar o julgamento para pedir uma liminar que afaste Daniel Brandão do TCE, mesmo sem nenhuma decisão definitiva. Desde dezembro, o Solidariedade mantém uma ação pedindo apuração do caso, e a expectativa é de que uma nova petição seja apresentada ao ministro Alexandre de Moraes após o fim do julgamento.

Daniel Brandão foi escolhido conselheiro do TCE em fevereiro de 2023 por unanimidade na Assembleia Legislativa, com aprovação inclusive de deputados da base e da oposição. O processo seguiu todos os trâmites legais e foi conduzido pela então presidente da Assembleia, Iracema Vale, que nomeou o conselheiro de forma legítima.

Nos bastidores, a movimentação da oposição é vista como mais uma tentativa de desgastar o governo e atingir politicamente o governador Carlos Brandão por meio de seu sobrinho. Até o momento, Daniel Brandão continua no cargo e o julgamento no STF ainda não foi concluído.

Eduardo Braide é acionado na Justiça por não implantar o Passe Livre Estudantil aprovado em plebiscito

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), foi acionado na Justiça por não cumprir a implantação do Passe Livre Estudantil, aprovado em plebiscito realizado durante as eleições municipais de outubro do ano passado. A ação civil pública foi protocolada pela Frente Passe Livre Estudantil, grupo que reúne representantes de estudantes, professores e movimentos sociais, e tramita na Vara de Interesses Difusos e Coletivos.

A ação pede que a Justiça determine à gestão municipal a inclusão, no Plano Plurianual (PPA) e na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, do Programa Passe Livre Estudantil, com alocação de recursos que garantam a gratuidade do transporte público para estudantes da capital.

Mesmo após a aprovação popular e a reafirmação da proposta como prioridade na Conferência Municipal das Cidades, a prefeitura não apresentou medidas concretas para viabilizar o programa. “Diante disso, só nos restou recorrer à Justiça para que esse direito e a vontade popular sejam respeitados. Afinal, em todas as cidades onde houve plebiscito, o resultado foi respeitado. Somente São Luís não?”, destacou o professor Franklin Douglas, que assina a ação junto com o advogado Roniery Machado.

Na Lei Orçamentária de 2025, a Comissão de Orçamento da Câmara Municipal de São Luís chegou a aprovar uma emenda parlamentar destinando cerca de R$ 21 milhões ao Fundo Municipal de Transporte para implantação do Passe Livre Estudantil. No entanto, o valor permanece sem execução pela gestão de Braide.

Além disso, uma comissão especial da Câmara foi criada para realizar um estudo técnico de viabilidade do programa. Já no PPA de 2026, o prefeito incluiu uma rubrica de R$ 206 milhões destinada à “rede estudantil”, mas sem especificar se o recurso será utilizado para o Passe Livre Estudantil.

A ação judicial solicita que a prefeitura esclareça a destinação dos valores e cumpra o resultado do plebiscito, garantindo o direito conquistado pela população estudantil de São Luís.

Polícia Federal prende mulher com R$ 700 mil em espécie e investiga contratos suspeitos em prefeituras do Maranhão

A Polícia Federal prendeu em flagrante, na tarde de sexta-feira (24), uma mulher e um homem pelo crime de lavagem de dinheiro, após serem flagrados sacando R$ 700 mil em espécie em uma agência bancária no município de Zé Doca, no Maranhão.

Durante as investigações, os policiais identificaram que os envolvidos mantinham contratos milionários com prefeituras maranhenses, incluindo indícios de que o dinheiro apreendido possa ter origem em contratos suspeitos ligados às prefeituras de Governador Newton Bello e Pedro do Rosário. Alguns desses contratos estariam relacionados a verbas federais destinadas à educação, mesmo sem que as empresas envolvidas apresentassem estrutura compatível com o volume de recursos movimentados.

No momento da abordagem, os suspeitos deram versões contraditórias sobre a origem e o destino do dinheiro, alegando que os valores seriam provenientes de um financiamento bancário. Diante das inconsistências e dos fortes indícios de ocultação de recursos ilícitos, os policiais federais deram voz de prisão em flagrante.

O dinheiro e os dispositivos eletrônicos apreendidos foram encaminhados para análise pericial e rastreamento financeiro, com o objetivo de identificar possíveis desvios de recursos públicos e outros participantes do esquema criminoso.

Os detidos permanecem à disposição da Justiça Federal.