O setor de combustíveis, que movimenta quase R$ 1 trilhão por ano no Brasil, tornou-se um dos principais alvos do crime organizado devido ao alto faturamento, fiscalização limitada e brechas legais. Investigações da Receita Federal e do Ministério Público — como as operações Carbono Oculto e Poço de Lobato — mostram que facções como o PCC e grandes grupos econômicos, entre eles o Grupo Refit, utilizam toda a cadeia produtiva para praticar lavagem de dinheiro, sonegação e adulteração de combustíveis.
Segundo o Instituto Combustível Legal, essas fraudes geram um rombo anual de R$ 29 bilhões, considerando sonegação e adulterações. Os crimes ocorrem desde as fazendas e usinas até os postos, através de estratégias como adulteração com solventes, bombas fraudadas, postos clandestinos, venda sem nota, operações interestaduais fictícias e empresas de fachada.
Postos de combustíveis também têm sido usados como “lavanderias” de dinheiro ilegal, devido à dificuldade de verificar exatamente quanto combustível é vendido. A Operação Carbono Oculto revelou que cerca de 140 postos ligados ao PCC emitiram R$ 2 bilhões em notas fiscais sem comercializar um litro sequer.
O impacto é amplo: estados e municípios perdem bilhões em arrecadação, e empresas regulares enfrentam concorrência desleal. O esquema do Grupo Refit sozinho causava prejuízo de R$ 350 milhões por mês apenas em São Paulo, enquanto suas dívidas totais podem ultrapassar R$ 26 bilhões.
A fragilidade da fiscalização, a falta de integração entre órgãos públicos e lacunas legais favorecem a continuidade desses crimes. Por isso, entidades do setor defendem a aprovação do PLP 125/2022, que cria regras para punir o “devedor contumaz” e combater fraudes estruturadas.
O Flamengo conquistou seu quarto título da Libertadores, tornando-se o clube brasileiro com mais troféus da competição. Com isso, garantiu presença na Copa Intercontinental 2025 e no Mundial de Clubes 2029.






