
A morte de Maria Helena Pinheiro dos Santos, de 69 anos, continua a gerar indignação entre familiares que afirmam ter presenciado uma série de falhas, sinais ignorados e falta de assistência adequada desde o primeiro atendimento até os últimos dias de vida da idosa. O caso começou no dia 29 de dezembro de 2025, quando Maria Helena compareceu ao GastroCentro, em São Luís, para realizar uma colonoscopia considerada simples e rotineira.

Segundo a família, o procedimento sequer foi concluído. A médica responsável informou que não conseguiu avançar no exame devido à presença de possíveis aderências, interrompendo a colonoscopia antes do previsto. Mesmo assim, Maria Helena recebeu apenas medicação, foi colocada em observação por curto período e teve alta. A orientação teria sido apenas para observar possíveis dores e procurar uma unidade de urgência se o desconforto piorasse.
De acordo com a filha, Érida, as dores começaram poucas horas depois da alta. A idosa passou a reclamar de mal estar crescente, náuseas e episódios de vômito. Preocupada, a família decidiu levá la à UPA do Itaqui Bacanga ainda no fim da tarde. Lá, exames de imagem mostraram alterações no intestino, mas sem um diagnóstico conclusivo naquele momento. A equipe recomendou mais observação e monitoramento enquanto tentava identificar a causa dos sintomas.
Com o agravamento do quadro, Maria Helena foi transferida na madrugada para o Socorrão. Os dias seguintes foram marcados por cirurgias, tentativas de estabilização e internação na semi UTI. A família relata que, mesmo com todas as intervenções posteriores, o estado de saúde da idosa já havia se deteriorado rapidamente nas primeiras horas após o exame. Para eles, esse período inicial, em que Maria Helena foi liberada e só recebeu atendimento emergencial quando já demonstrava sinais intensos de dor, é o ponto central das suspeitas de falha.
Maria Helena permaneceu internada por mais de vinte dias, lutando contra complicações sucessivas. No dia 26 de janeiro de 2026, ela não resistiu. A morte da idosa deixou familiares devastados e determinados a buscar respostas sobre o que aconteceu desde o momento em que entrou no consultório para um exame considerado comum até sua chegada ao hospital em estado crítico.
Érida registrou uma queixa na Delegacia de Proteção ao Idoso de São Luís pedindo que a linha do tempo dos atendimentos seja investigada, que os profissionais envolvidos prestem esclarecimentos e que possíveis responsabilidades sejam apuradas. Para a família, a morte de Maria Helena não pode ser tratada como mais um caso sem explicação.
O episódio reacende um debate importante sobre protocolos de segurança, acompanhamento pós procedimento e a necessidade de rigor na avaliação de pacientes que apresentam sintomas fora do padrão após exames invasivos. A família agora busca justiça, tentando evitar que outras pessoas enfrentem a mesma sequência de omissões que, segundo eles, custou a vida de Maria Helena.









/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/e/p/xLfCn1TZmU3SWEqq4E2w/revalida-mcamgo-abr-100720211818.webp)






