Arari já gastou o equivalente a 200 voltas na Terra em combustível

Mais de R$ 5,5 milhões em contratos de combustível já foram localizados envolvendo a Prefeitura de Arari (MA) apenas na atual gestão, através do Pregão Eletrônico SRP nº 001/2025. Os contratos foram firmados com a empresa Mearim Derivados de Petróleo LTDA e estão divididos entre várias secretarias municipais, incluindo Administração, Educação, Saúde e Assistência Social. O volume chama atenção não apenas pelo valor milionário, mas pela dimensão do consumo estimado em menos de dois anos de governo.

Somando os contratos já identificados, o valor ultrapassa R$ 5,5 milhões em apenas 17 meses de gestão. Isso significa uma média superior a R$ 323 mil por mês gastos apenas com combustível. Considerando uma média de R$ 6,50 por litro, a prefeitura teria adquirido aproximadamente 846 mil litros de gasolina e diesel nesse período. Em números práticos, é combustível suficiente para um veículo que faça média de 10 quilômetros por litro rodar mais de 8,4 milhões de quilômetros. A distância impressiona: seria o equivalente a mais de 200 voltas completas ao redor da Terra em apenas 17 meses.

Outro ponto que aumenta a preocupação é que os contratos foram pulverizados entre diversas secretarias, dificultando que a população tenha uma visão clara do valor global gasto com abastecimento. Além disso, os contratos utilizam sistema de registro de preços, modalidade que permite futuras adesões e possíveis ampliações através de termos aditivos. A própria regulamentação municipal de Arari autoriza prorrogações contratuais e alterações posteriores, cenário que costuma ser acompanhado de perto por órgãos de fiscalização em todo o país.

Também chama atenção o fato de alguns valores apresentados na licitação estarem abaixo da média praticada no mercado em determinados períodos, o que levanta questionamentos sobre a viabilidade real do fornecimento. Especialistas costumam alertar que preços muito inferiores aos praticados podem indicar situações de possível emissão de notas fiscais sem o correspondente abastecimento efetivo da frota pública, prática que, caso confirmada em eventual investigação, poderia configurar grave irregularidade envolvendo recursos públicos.

A situação se torna ainda mais delicada diante da baixa transparência encontrada no portal oficial da Prefeitura de Arari. Documentos completos, relatórios detalhados de abastecimento, controle de frota, quilometragem dos veículos e execução real dos contratos não aparecem de forma acessível à população. Diante dos números já identificados, cresce a necessidade de fiscalização rigorosa sobre o consumo efetivo de combustível, a quantidade real de veículos e máquinas em operação e a compatibilidade desses milhões gastos com a realidade do município.

Mais de R$ 5,5 milhões em contratos de combustível já foram localizados envolvendo a Prefeitura de Arari (MA) apenas na atual gestão, através do Pregão Eletrônico SRP nº 001/2025. Os contratos foram firmados com a empresa Mearim Derivados de Petróleo LTDA e estão divididos entre várias secretarias municipais, incluindo Administração, Educação, Saúde e Assistência Social. O volume chama atenção não apenas pelo valor milionário, mas pela dimensão do consumo estimado em menos de dois anos de governo.

Somando os contratos já identificados, o valor ultrapassa R$ 5,5 milhões em apenas 17 meses de gestão. Considerando uma média de aproximadamente R$ 6,50 por litro, isso representa mais de 846 mil litros de combustível adquiridos pela administração municipal. Em números práticos, é combustível suficiente para um veículo que faça média de 10 km por litro percorrer mais de 8 milhões de quilômetros. A distância impressiona: seria o equivalente a dar mais de 200 voltas completas ao redor da Terra em menos de dois anos.

Outro ponto que aumenta a preocupação é que os contratos foram pulverizados entre diversas secretarias, dificultando que a população tenha uma visão clara do valor global gasto com abastecimento. Além disso, os contratos utilizam sistema de registro de preços, modalidade que permite futuras adesões e possíveis ampliações através de termos aditivos. A própria regulamentação municipal de Arari autoriza prorrogações contratuais e alterações posteriores, cenário que costuma ser acompanhado de perto por órgãos de fiscalização em todo o país.

A situação se torna ainda mais delicada diante da baixa transparência encontrada no portal oficial da Prefeitura de Arari. Documentos completos, relatórios detalhados de abastecimento, controle de frota, quilometragem dos veículos e execução real dos contratos não aparecem de forma acessível à população. Diante dos números já identificados, cresce a necessidade de fiscalização rigorosa sobre o consumo efetivo de combustível, a quantidade real de veículos e máquinas em operação e a compatibilidade desses milhões gastos com a realidade do município.

Acesse abaixo o contrato na íntegra!

Aviso de Licitação e Ata do Pregão SRP nº 001/2025 de Arari

Empresa ligada a empresário da Baixada acumula contratos milionários por todo o Maranhão

A empresa Ocidental Comércio e Serviços LTDA, sediada em Paço do Lumiar, aparece recebendo contratos milionários em diversas prefeituras do Maranhão mesmo tendo capital social declarado de apenas R$ 300 mil. Só nos contratos localizados até agora, os valores já passam de R$ 15,9 milhões, um dos maiores contratos encontrados foi na Prefeitura de Balsas. Sozinha, a contratação ultrapassa R$ 8,1 milhões para locação de máquinas pesadas, veículos e equipamentos. Já em Matões do Norte, a empresa aparece em uma sequência de contratos e aditivos que se acumulam ano após ano, sempre envolvendo locações e serviços diversos.Os aditivos chamam ainda mais atenção porque esse tipo de mecanismo é frequentemente utilizado por grupos políticos e empresários para evitar novas licitações e manter os mesmos contratos ativos por longos períodos. Na prática, ao invés de abrir nova concorrência pública e permitir que outras empresas disputem os serviços, os contratos vão sendo prorrogados e ampliados através de aditivos sucessivos. É justamente esse modelo que órgãos de controle costumam observar quando começam a surgir suspeitas sobre favorecimento e direcionamento.O que mais chama atenção é que, apesar dos valores milionários, quase não existem registros públicos mostrando uma estrutura compatível com tudo isso. A empresa possui atividades em praticamente todas as áreas possíveis: coleta de lixo, terraplanagem, transporte escolar, perfuração de poços, limpeza pública, manutenção mecânica, construção civil e aluguel de máquinas.

Durante a apuração, a reportagem também tentou acessar o site institucional da empresa, mas a página estava fora do ar. O endereço eletrônico, que deveria servir para apresentar estrutura, equipamentos e atuação da companhia, simplesmente não funcionava.

Informações levantadas nos bastidores políticos apontam ainda que o nome que aparece oficialmente na empresa seria apenas figurativo. Segundo relatos obtidos pela reportagem, quem realmente comandaria a Ocidental seria o empresário Will Barros Filho, ligado a uma tradicional família da Baixada Maranhense, da cidade de São João Batista.

A suspeita que começa a circular em vários municípios é grave: a de que a empresa estaria sendo usada apenas para emissão de notas fiscais e participação em contratos públicos, enquanto os serviços seriam executados por terceiros ou, em alguns casos, nem executados da forma contratada.

Nos próximos dias, a série de reportagens irá mostrar:
• os contratos da empresa em outras prefeituras
• pagamentos milionários
• possíveis vínculos políticos
• a verdadeira estrutura da companhia
• e denúncias envolvendo serviços supostamente não realizados.

Esquema familiar é acusado de usar procuração falsa para roubar RAM 2500 de R$ 375 mil no Maranhão

O que parecia ser apenas a negociação de uma caminhonete de luxo acabou se transformando em um escândalo policial envolvendo fraude documental, falsificação e um suposto esquema familiar para tomar posse de uma RAM 2500 Laramie avaliada em mais de R$ 375 mil. O caso é investigado no Inquérito Policial nº 061/2024, vinculado ao Processo nº 0824245-78.2026.8.10.0001, que tramita na 2ª Vara Criminal de São Luís.

Segundo as investigações, a proprietária do veículo, Mayane Amador da Silva, entregou a caminhonete a Luciano Maciel Soares mediante promessa de pagamento. O dinheiro, porém, nunca teria sido repassado. Após ficar com o veículo, Luciano teria iniciado uma série de manobras para transferir ilegalmente a propriedade da RAM utilizando documentos falsificados.

A fraude teria sido sustentada por uma procuração pública supostamente emitida pelo “Cartório Bezerra”, em Parnaíba, no Piauí, concedendo poderes para venda do automóvel. O problema é que, de acordo com a vítima, ela nunca esteve na cidade e jamais assinou qualquer documento autorizando a negociação.

Laudos grafotécnicos do Instituto de Criminalística (ICRIM) confirmaram que a assinatura presente na procuração não pertence à proprietária do veículo. A perícia apontou falsidade documental, fortalecendo as suspeitas de fraude para enganar o sistema do DETRAN-MA.

Ainda conforme o inquérito, após utilizar a procuração falsa, Luciano teria transferido a caminhonete para o nome do próprio primo, Gustavo Sousa Maciel. A investigação aponta que a tentativa seria criar a aparência de uma negociação legítima envolvendo um “terceiro de boa-fé”. No entanto, o parentesco entre os envolvidos e os depoimentos colhidos pela polícia acabaram desmontando a versão apresentada.

Em depoimento, Gustavo admitiu ter pago o valor diretamente ao primo Luciano, fato que reforçou a linha investigativa sobre a atuação conjunta no esquema. Posteriormente, o veículo ainda teria sido repassado para uma empresa terceirizada.

Durante os interrogatórios, Luciano tentou atribuir a responsabilidade da documentação ao marido da vítima, alegando ter recebido os papéis já preenchidos. A versão, porém, não convenceu os investigadores diante das provas reunidas ao longo do processo.

Com o avanço das investigações, os indiciados Luciano Maciel Soares e Gustavo Sousa Maciel acabaram aceitando um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) proposto pelo Ministério Público. Pela legislação brasileira, esse tipo de acordo exige confissão formal dos fatos investigados para evitar o prosseguimento da ação penal.

O caso expõe não apenas um suposto esquema de fraude envolvendo veículo de luxo, mas também o uso de documentos falsificados e relações familiares para tentar dificultar o rastreamento do patrimônio. As provas periciais e documentais acabaram sendo decisivas para desmontar a versão apresentada pelos investigados.

Acessei processo na íntegra clicando abaixo.

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Grupo de 17 vereadores declara apoio à pré candidatura de Beto Castro à presidência da Câmara de São Luís

Um grupo de 17 vereadores de São Luís declarou apoio, nesta quarta-feira (13), à pré candidatura do vereador Beto Castro à presidência da Câmara Municipal. A articulação ocorreu durante um almoço realizado na capital maranhense e faz parte das movimentações internas para a sucessão do comando da Casa Legislativa.

Segundo aliados do parlamentar, o encontro serviu para consolidar apoio político em torno do nome de Beto Castro na disputa pela presidência da Câmara. Dos 17 vereadores que já declararam apoio à pré candidatura, três não participaram do almoço, mas mantiveram o compromisso com o grupo: Jhonatan Coletivo Nós, Rosana da Saúde e Edson Gaguinho.

A eleição para a presidência da Câmara depende de maioria dos votos entre os parlamentares presentes na sessão, que precisa ter quórum mínimo de 16 dos 31 vereadores. Nos bastidores, as articulações seguem intensas entre os grupos políticos que disputam espaço no comando do Legislativo municipal.

Compradores denunciam esquema de venda de lotes não entregues em Barreirinhas, Tutóia e região

Um grave esquema envolvendo venda de lotes e terrenos vem deixando dezenas de compradores no prejuízo na região de Barreirinhas, Tutóia e povoados próximos aos Lençóis Maranhenses. Pelo menos 10 pessoas já denunciaram Leonardo Kennedy Soares Damasceno após adquirirem terrenos que nunca foram entregues.

Segundo as denúncias obtidas pela reportagem, Leonardo negociava áreas pertencentes a terceiros, realizava o loteamento dos terrenos, vendia dezenas de lotes e depois não repassava os pagamentos aos verdadeiros proprietários das áreas.

O resultado é um rastro de compradores sem terrenos, proprietários sem receber e diversos empreendimentos mergulhados em disputas judiciais.

As denúncias envolvem os loteamentos Villa do Sol I e Villa do Sol II, além de outras áreas em Barreirinhas e Tutóia.

Uma das proprietárias prejudicadas é Daiane Manoel de Lima Ferreira, dona de uma área loteada na região de Barreirinhas. Segundo relatos e documentos obtidos pela reportagem, o terreno foi parcelado, os lotes foram vendidos, mas Daiane nunca recebeu integralmente os valores da negociação. Ela já ingressou judicialmente contra Leonardo Kennedy para tentar retomar a área.

Em Tutóia, outro proprietário identificado como Raimundo Fonseca Coutinho também teria sido vítima do mesmo modelo de negociação. Há ainda denúncias envolvendo uma terceira área em Barreirinhas pertencente a uma mulher identificada como Priscila.

As vítimas afirmam que aguardam solução desde setembro de 2025 enquanto acumulam promessas de entrega que nunca são cumpridas. Alguns compradores relatam ter adquirido vários terrenos e até hoje não receberam documentação, posse definitiva nem qualquer regularização.

Uma das denúncias já tramita no CRECI MA. Documento obtido pela reportagem mostra que houve audiência de conciliação entre Leonardo Kennedy e uma das vítimas, porém o próprio órgão classificou a tentativa de acordo como “infrutífera”. O procedimento seguirá para apuração da conduta ética disciplinar.

Os denunciantes também afirmam que Leonardo utilizava a imagem ligada ao CRECI para transmitir confiança nas negociações, exibindo certificado do órgão e fotografias com pessoas ligadas ao setor imobiliário.

Para as vítimas, o que ocorreu não se trata de um caso isolado, mas de um padrão repetido em diferentes loteamentos da região.

Segundo relatos obtidos pela reportagem, mais de 40 lotes já teriam sido vendidos sem entrega definitiva aos compradores.

O espaço segue aberto para manifestação de Leonardo Kennedy Soares Damasceno e dos demais citados na reportagem.

 

 

Supremo Tribunal Federal confirma vitória do Podemos em julgamento sobre investigação eleitoral

O Supremo Tribunal Federal formou maioria e confirmou uma importante vitória do Podemos no processo envolvendo a investigação eleitoral contra o partido na capital maranhense. O julgamento ocorreu na Primeira Turma da Corte e terminou com votos favoráveis dos ministros Flávio Dino, relator do caso, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. A decisão mantém suspenso o inquérito que investigava supostas irregularidades envolvendo o partido durante as eleições municipais em São Luís.

A ação tem relação com denúncias envolvendo a chapa proporcional do Podemos e atingia diretamente vereadores eleitos da legenda, entre eles Wendell Martins, Raimundo Júnior e Fábio Filho. Com o entendimento consolidado no STF, o Podemos sai fortalecido politicamente e conquista uma vitória considerada estratégica no cenário eleitoral maranhense. O ministro Flávio Dino argumentou que havia indícios de participação de autoridade com foro privilegiado, motivo pelo qual o caso deveria ser analisado pela Suprema Corte.

São João do Maranhão terá 70 dias de festa e mais de 700 atrações em 2026

O Governo do Maranhão lançou oficialmente a programação do São João do Maranhão 2026, que promete ser um dos maiores da história do estado. A festa contará com cerca de 70 dias de programação e mais de 700 atrações culturais espalhadas por diversos arraiais em São Luís e no interior maranhense.

A temporada junina deve movimentar milhares de turistas e fortalecer a economia local, beneficiando setores como hotelaria, bares, restaurantes, transporte e comércio informal. O lançamento oficial do evento ocorreu em São Paulo, em uma ação estratégica voltada para divulgação nacional da cultura maranhense e incentivo ao turismo no estado.

Entre as atrações estão grupos de bumba meu boi, quadrilhas juninas, tambor de crioula, cacuriá, danças portuguesas e shows musicais. O tradicional bumba meu boi, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, seguirá como o grande símbolo da festividade maranhense.

A expectativa do governo é que o São João de 2026 supere os números dos últimos anos em público, geração de renda e alcance turístico. Além da programação cultural, o evento também deve contar com reforço na segurança, estrutura de mobilidade e apoio aos grupos folclóricos.

O Maranhão vem consolidando seu São João como um dos maiores eventos culturais do Brasil, atraindo visitantes de diversas regiões do país e projetando nacionalmente as tradições populares maranhenses.

A programação completa dos arraiais e das atrações deve ser divulgada oficialmente nas próximas semanas.

Falta de diálogo de Eduardo Braide gera desânimo em aliados e apoiadores começam a desistir em várias regiões

Nos últimos dias, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, tem enfrentado um cenário de desgaste político marcado pela perda de apoios e pelo afastamento de grupos que antes demonstravam interesse em fortalecer sua possível pré-candidatura ao Governo do Maranhão.

De acordo com relatos de lideranças políticas de várias regiões do estado, diversos ex-prefeitos, vereadores e integrantes da chamada “segunda força” de municípios maranhenses tentaram estabelecer contato com Braide, mas afirmam não conseguir respostas ou sequer atendimento por parte do ex-prefeito.

O movimento, que em muitos municípios crescia de forma espontânea, acabou esfriando. Segundo aliados, muitos grupos estavam dispostos a apoiar o projeto político “de graça”, sem exigir cargos ou estrutura, mas acabaram desanimando diante da falta de diálogo e da dificuldade de aproximação.

A insatisfação também teria atingido integrantes da própria equipe que atuam na pré-campanha do ex-prefeito. Pessoas ligadas ao grupo afirmam que, mesmo trabalhando diretamente no projeto político, possuem pouco ou nenhum contato com o líder do grupo.

Nos bastidores, o sentimento é de que o isolamento político pode comprometer a construção de alianças importantes para uma disputa estadual, principalmente em um cenário onde o diálogo com lideranças municipais costuma ser considerado essencial.

Diante disso, cresce o número de grupos políticos que estariam desistindo de caminhar ao lado de Braide no Maranhão.

Como jornalista e apaixonado por política, fica o questionamento: como alguém pretende vencer sozinho, sem grupo? E como um candidato ao Governo do Estado pode construir um projeto político sem diálogo com a classe política?

PF mira senador Ciro Nogueira em nova fase da Operação Compliance Zero

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira uma nova fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura supostas fraudes financeiras e possíveis irregularidades ligadas ao Banco Master. Entre os alvos da operação está o senador Ciro Nogueira, que teve mandados de busca e apreensão cumpridos em endereços ligados ao parlamentar em Brasília e no Piauí.

De acordo com as investigações, a PF suspeita que o senador teria atuado em favor de interesses do banqueiro Daniel Vorcaro em troca de vantagens indevidas. A operação também alcançou pessoas próximas ao empresário e resultou na prisão temporária de Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro, em Minas Gerais.

A ofensiva foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que também determinou o bloqueio de bens avaliados em aproximadamente R$ 18,85 milhões.

Segundo informações divulgadas pela investigação, a nova etapa da operação busca aprofundar a apuração sobre possíveis esquemas financeiros, tráfico de influência e movimentações consideradas suspeitas envolvendo o grupo investigado.

A repercussão do caso movimentou os bastidores políticos em Brasília e deve aumentar a pressão sobre os envolvidos nos próximos dias. Até o momento, a defesa dos citados não havia se pronunciado oficialmente sobre as acusações.

CPI contra Felipe Camarão é instalada na ALEMA com tensão e saída de deputados inconformados

Os deputados estaduais que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Maranhão, criada para apurar supostas denúncias de corrupção envolvendo o vice-governador Felipe Camarão (PT), definiram nesta quarta-feira (6) a mesa diretora do colegiado.

A presidência ficará com a deputada Ana do Gás (Republicanos), enquanto o deputado Adelmo Soares (Republicanos) assumirá a vice-presidência. A relatoria será conduzida pelo deputado Yglésio Moyses (PRD).

A reunião foi marcada por clima tenso, com troca de provocações entre os deputados Rodrigo Lago e Carlos Lula (PSB) e os parlamentares Yglésio Moyses e Mical Damasceno (Republicanos). Após o bate-boca, os deputados ligados ao grupo dinista deixaram a sala e não participaram da votação que definiu o comando da CPI.