Mesmo com decisão da Justiça, mulher com aneurisma permanece há nove dias aguardando transferência para cirurgia em Caxias, no MA

Uma grave situação de descaso com a vida humana segue sem solução no Maranhão. Uma mulher diagnosticada com aneurisma cerebral está há nove dias internada em uma Unidade de Pronto Atendimento, aguardando uma transferência urgente para realizar cirurgia em um hospital de Caxias. O mais revoltante é que já existe uma decisão da Justiça determinando que a transferência seja feita de forma imediata e gratuita, mas até agora nada foi cumprido.

Segundo os familiares da paciente, a demora imposta pela regulação estadual tem colocado a vida dela em risco iminente. O aneurisma pode se romper a qualquer momento, o que tornaria o caso irreversível. Mesmo assim, a Secretaria de Saúde do Estado ainda não providenciou a remoção da paciente, ignorando a determinação judicial e os apelos da família.

A decisão foi clara: o Estado deveria garantir a transferência da paciente para um hospital de referência com estrutura adequada para o procedimento neurológico, sem qualquer custo para a família. No entanto, a burocracia e a lentidão do sistema de saúde continuam prevalecendo, mesmo diante de um risco de morte.

O caso tem gerado revolta em Caxias e em todo o Maranhão, principalmente porque expõe a dura realidade enfrentada por quem depende do sistema público em situações críticas. O sentimento é de impotência e abandono.

Especialistas alertam que pacientes com aneurisma precisam de intervenção rápida, pois o tempo pode ser decisivo entre a vida e a morte. Cada dia de espera representa um risco ainda maior de rompimento do vaso cerebral.

Diante da inércia do poder público, os familiares estudam acionar novamente a Justiça e denunciar o caso ao Ministério Público. Eles cobram urgência, respeito à decisão judicial e, acima de tudo, humanidade no atendimento.

A pergunta que fica é: quantas pessoas ainda precisarão morrer à espera de uma vaga enquanto o Estado cruza os braços?

Alerta de saúde sobre aumento de casos de mpox no Pará e reforço nos cuidados.

O estado do Pará tem registrado um aumento nos casos de mpox doença anteriormente conhecida como varíola dos macacos e as autoridades de saúde estão em alerta. A Secretaria de Estado de Saúde Pública Sespa reforça a importância da prevenção identificação dos sintomas e busca por atendimento médico em caso de suspeita.

Segundo os dados mais recentes diversos municípios paraenses já confirmaram casos da doença incluindo a capital Belém. A mpox é causada por um vírus que se transmite principalmente pelo contato direto com lesões da pele fluidos corporais gotículas respiratórias e objetos contaminados como roupas e toalhas.

Sintomas da mpox

A infecção começa com sintomas semelhantes aos de uma gripe

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Dores musculares
  • Calafrios
  • Cansaço
  • Inchaço dos gânglios

Após alguns dias podem surgir erupções na pele geralmente no rosto nas mãos nos pés na região genital e anal. As lesões podem ser dolorosas e evoluir para crostas antes de desaparecerem.

Grupos de maior risco

Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido gestantes crianças e indivíduos com HIV não tratado devem redobrar os cuidados. A transmissão pode ocorrer também durante o contato íntimo e há atenção especial para a população LGBTQIAPN+ que tem sido mais afetada nos registros recentes embora a doença não seja exclusiva de nenhum grupo.

O que fazer em caso de suspeita

Quem apresentar sintomas ou tiver tido contato com pessoas infectadas deve

  • Procurar imediatamente uma unidade de saúde
  • Evitar contato físico próximo com outras pessoas
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal como toalhas roupas e utensílios
  • Seguir o isolamento recomendado até a completa cicatrização das lesões

Há vacina?

Sim. O Ministério da Saúde iniciou a distribuição da vacina para grupos prioritários em algumas regiões do Brasil. No Pará a aplicação está sendo feita conforme o envio das doses e definição do público alvo com foco em pessoas com maior risco de exposição.

Fique atento

Com a chegada do período de festas juninas e maior movimentação entre cidades o risco de propagação da mpox aumenta. Por isso o alerta é para que a população mantenha os cuidados busque informação em fontes oficiais e não ignore os sintomas.

Mortes por síndrome respiratória grave aumentam em São Luís.

O número de mortes causadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) segue em alta em São Luís, acendendo um sinal de alerta para a saúde pública da capital. Enquanto o avanço da doença preocupa especialistas e a população, a postura da Prefeitura de São Luís diante do problema tem sido, no mínimo, tímida.

Apesar da gravidade da situação, a gestão municipal não apresentou, até o momento, um plano de ação claro e eficaz para conter o avanço da SRAG. Não há campanhas de vacinação robustas, nem ações visíveis voltadas à prevenção e orientação da população. A estrutura da atenção básica permanece limitada, e a ausência de comunicação transparente agrava ainda mais o cenário.

Enquanto outras cidades e esferas de governo mobilizam esforços para reforçar os sistemas de saúde e mitigar os impactos da síndrome, São Luís parece caminhar na contramão, apostando no silêncio institucional e em medidas paliativas.

Moradores relatam dificuldade de acesso a unidades de saúde e denunciam a falta de medicamentos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) em diversos pontos da rede municipal. Profissionais da saúde também enfrentam sobrecarga, sem o respaldo necessário da administração municipal.

Diante do aumento dos casos e das mortes, é urgente que a prefeitura de São Luís deixe de lado o discurso e passe a agir com responsabilidade. A população merece respostas, ações concretas e, acima de tudo, respeito diante de uma crise de saúde que exige atenção e seriedade.