
Uma denúncia revoltante enviada por um seguidor expõe a indignação de pais de crianças autistas atendidas no Centro Integrado da Humana. Segundo o relato, famílias que levam seus filhos para terapias especializadas estão sendo surpreendidas com a substituição de profissionais qualificados por estagiários de fonoaudiologia, que passaram a atender crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de forma coletiva e precária.
De acordo com a denúncia, o espaço estaria “abarrotado” de estagiários, colocando até seis crianças em um cubículo para atendimento. O caso gerou revolta após um episódio em que o diretor da clínica teria expulsado de forma grosseira uma mãe que questionava a situação, mandando-a sair do local.
“Foi extremamente rude e ainda disse que não é crime estagiário atender. Mas o que estão fazendo aqui não pode. Não é justo com nossas crianças”, desabafa a denunciante.
Pais alegam que a prática é um desrespeito total às necessidades das crianças, que exigem acompanhamento especializado, individualizado e em ambiente adequado. A situação, além de humilhante para as famílias, levanta sérias dúvidas sobre a legalidade da conduta da clínica.
Especialistas lembram que estagiários só podem atuar sob supervisão direta e constante de um profissional habilitado, o que não estaria acontecendo, segundo os relatos. “A gente já passa por tanta coisa. Agora enchem isso aqui de estagiário e colocam nossas crianças num cubículo. Não é justo”, reforça a denunciante.
O caso, que envolve um público extremamente vulnerável, expõe a falta de fiscalização e o descaso com o direito à saúde de qualidade. Até o momento, a direção da clínica não se manifestou sobre as acusações.
Se confirmado, o episódio pode configurar violação de normas éticas e legais, colocando em risco o bem-estar e o desenvolvimento das crianças atendidas.