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Esquema familiar é acusado de usar procuração falsa para roubar RAM 2500 de R$ 375 mil no Maranhão

Redação ·

O que parecia ser apenas a negociação de uma caminhonete de luxo acabou se transformando em um escândalo policial envolvendo fraude documental, falsificação e um suposto esquema familiar para tomar posse de uma RAM 2500 Laramie avaliada em mais de R$ 375 mil. O caso é investigado no Inquérito Policial nº 061/2024, vinculado ao Processo nº 0824245-78.2026.8.10.0001, que tramita na 2ª Vara Criminal de São Luís.

Segundo as investigações, a proprietária do veículo, Mayane Amador da Silva, entregou a caminhonete a Luciano Maciel Soares mediante promessa de pagamento. O dinheiro, porém, nunca teria sido repassado. Após ficar com o veículo, Luciano teria iniciado uma série de manobras para transferir ilegalmente a propriedade da RAM utilizando documentos falsificados.

A fraude teria sido sustentada por uma procuração pública supostamente emitida pelo “Cartório Bezerra”, em Parnaíba, no Piauí, concedendo poderes para venda do automóvel. O problema é que, de acordo com a vítima, ela nunca esteve na cidade e jamais assinou qualquer documento autorizando a negociação.

Laudos grafotécnicos do Instituto de Criminalística (ICRIM) confirmaram que a assinatura presente na procuração não pertence à proprietária do veículo. A perícia apontou falsidade documental, fortalecendo as suspeitas de fraude para enganar o sistema do DETRAN-MA.

Ainda conforme o inquérito, após utilizar a procuração falsa, Luciano teria transferido a caminhonete para o nome do próprio primo, Gustavo Sousa Maciel. A investigação aponta que a tentativa seria criar a aparência de uma negociação legítima envolvendo um “terceiro de boa-fé”. No entanto, o parentesco entre os envolvidos e os depoimentos colhidos pela polícia acabaram desmontando a versão apresentada.

Em depoimento, Gustavo admitiu ter pago o valor diretamente ao primo Luciano, fato que reforçou a linha investigativa sobre a atuação conjunta no esquema. Posteriormente, o veículo ainda teria sido repassado para uma empresa terceirizada.

Durante os interrogatórios, Luciano tentou atribuir a responsabilidade da documentação ao marido da vítima, alegando ter recebido os papéis já preenchidos. A versão, porém, não convenceu os investigadores diante das provas reunidas ao longo do processo.

Com o avanço das investigações, os indiciados Luciano Maciel Soares e Gustavo Sousa Maciel acabaram aceitando um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) proposto pelo Ministério Público. Pela legislação brasileira, esse tipo de acordo exige confissão formal dos fatos investigados para evitar o prosseguimento da ação penal.

O caso expõe não apenas um suposto esquema de fraude envolvendo veículo de luxo, mas também o uso de documentos falsificados e relações familiares para tentar dificultar o rastreamento do patrimônio. As provas periciais e documentais acabaram sendo decisivas para desmontar a versão apresentada pelos investigados.

Acessei processo na íntegra clicando abaixo.

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