
Nesta quinta feira, 29, foi oficializada a renovação da concessão da gestão do Porto do Itaqui para o Governo do Maranhão, por meio da Emap. A tão aguardada renovação veio, porém, acompanhada de um custo considerado absurdo até por integrantes do próprio governo.
Para assegurar a continuidade do controle estadual sobre o porto, a administração de Carlos Brandão precisou reconhecer e assumir uma dívida que se aproxima de 500 milhões. O rombo se refere a retiradas consideradas irregulares realizadas durante a gestão do então governador Flávio Dino, que utilizou receitas portuárias para outros fins sem autorização da União.
A renovação só foi autorizada porque o Estado aceitou assumir o passivo e parcelar o pagamento ao longo dos próximos 26 anos. Sem isso, a concessão não seria prorrogada.
A situação é tratada nos bastidores como mais um grande impacto financeiro herdado da gestão anterior. O episódio levanta questionamentos sobre a forma como o porto foi administrado nos últimos anos e sobre a falta de transparência envolvendo as receitas da Emap.
Para muitos agentes políticos, se existe uma definição para herança maldita, ela atende pelo nome de Flávio Dino.