
A gestão da prefeita de Arari, Simplesmente Maria, entrou no centro de uma nova polêmica após a divulgação de empenhos que revelam repasses milionários para duas entidades privadas de assistência social: o Instituto Perone e o Instituto Tecer. Os documentos oficiais mostram que cada um deles foi contemplado com dotações que ultrapassam R$ 800 mil, somando juntos mais de R$ 1,6 milhão destinados à assistência social do município.

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Segundo os registros, já foram empenhados R$ 50 mil para cada instituto. No entanto, o que causa estranheza é que ambas as instituições foram criadas apenas no fim de 2024 e já figuram entre as principais beneficiárias de recursos públicos da cidade. O Instituto Perone, de responsabilidade de Liane Maria Machado Prazeres, e o Instituto Tecer, comandado por Fátima Lima, aparecem como entidades aptas a executar projetos sociais complexos, embora não apresentem histórico consolidado de atuação.
O Instituto Perone, por exemplo, descreve em seu cadastro a intenção de promover cultura, educação, solidariedade, palestras e pesquisas sociais, além de zelar pelo nome de seu patrono. Já o Instituto Tecer também se apresenta com objetivos voltados para assistência social, mas sem registros públicos de grandes projetos realizados até agora.
Para lideranças locais, a pressa em garantir repasses vultosos a organizações recém-criadas levanta sérias dúvidas sobre o real destino do dinheiro público. “Não existe justificativa plausível para que entidades sem histórico recebam cifras tão altas em tão pouco tempo. Isso cheira a uso político e favorecimento”, comentou um morador de Arari, pedindo anonimato.
A prefeita Simplesmente Maria ainda não se manifestou sobre os critérios de escolha dessas instituições nem apresentou detalhes sobre quais serviços serão efetivamente prestados à população com os mais de 1,6 milhão previstos. O silêncio da gestão aumenta a sensação de que recursos da assistência social podem estar sendo desviados de sua finalidade original, deixando descobertas justamente as famílias mais carentes do município.

Fátima Lima

Liane Praseres
Em tempos de crise econômica e de necessidades urgentes em saúde, infraestrutura e educação, a denúncia de que milhões estão sendo canalizados para entidades sem trajetória comprovada acende um alerta. O caso pede investigação urgente por parte do Ministério Público e dos órgãos de controle, para evitar que a assistência social de Arari seja transformada em ferramenta de favorecimento político ou em fonte de enriquecimento de poucos.
Tentamos contato com a Prefeita e com as demais pessoas citadas na matéria e até o momento desta postagem não tivemos resposta.